quarta-feira, 29 de julho de 2009
No diabético, o controle insatisfatório da hiperglicemia pode levar a complicações, sendo os pés uma das partes do corpo que pode ser atingida, graças ao acometimento dos nervos (neuropatia periférica) e às doenças circulatórias.
Algumas alterações típicas nos pés preocupam médicos, podólogos e os pacientes diabéticos, como rachaduras, bolhas, calos, deformidades e as micoses.
Os pés podem ter uma sensibilidade diminuída aos estímulos.
Com isso, têm uma tendência maior a apresentar feridas, que podem ser ocasionadas pelo uso de sapatos inadequados e traumatismos. Essas feridas, ou úlceras, muitas vezes passam despercebidas e se agravam por infecção; quando isso ocorre, o tratamento deve ser imediato, para se evitar uma complicação mais grave.
O diabético precisa saber que seus pés devem ser examinados pelo médico pelo menos uma vez ao ano. Existem alguns testes, como os que utilizam monofilamento, diapasão, o martelo e o doppler, que podem ser realizados para verificar se a sensibilidade e circulação nos membros inferiores estão comprometidas (ver figuras).
O diabético deve ser um agente ativo no cuidado com seus pés. Uma atitude preventiva traz melhores resultados do que a abordagem de um pé que já desenvolveu úlceras.
Nesse sentido, o autocuidado é uma ferramenta indispensável, já que as consultas médicas são periódicas, e muitas vezes os pés só são examinados pelo médico a cada seis meses.
Para visualizar os cuidados e recomendações com os pés do diabético, clique AQUI.
No caso de surgimento de alterações nos pés, deve-se procurar imediatamente o médico. Nunca se devem usar agentes químicos ou tentar tratamentos por conta própria.
LEMBRE-SE: a prevenção é a melhor estratégia para combater as complicações do pé diabético. Dedicar alguns minutos diariamente para inspecionar os pés pode evitar grandes problemas.
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